Lutas
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Publicado por Suplemento em 18 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Lutas
A origem do termo artes marciais é ocidental e latina, uma referência às artes de guerra e luta. Sua origem é vinculada ao deus da guerra greco-romano Marte. Assim, as artes marciais segundo esta mitologia são as artes ensinadas pelo Deus Marte aos homens.
As artes militares ou marciais são todas as práticas utilizadas pelos exércitos no desenvolvimento de treinamento e habilidades para o uso em guerras não importando a origem ou povo que a criou.
Hoje, o termo artes marciais é usado para todos os sistemas de combate de origem oriental e ocidental, com ou sem o uso de armas tradicionais. No oriente, existem outros termos mais adequados para a definição destas artes, como Wu Shu na China e Bu-Shi-Do no Japão que também significam artes de guerra, ou “Caminho do Guerreiro”.
Muitas destas artes de guerra do oriente e ocidente deram origem a artes atuais que hoje são praticadas em todo o mundo como Caratê, Kung Fu, Tae-Kwon-Do, Esgrima, Arqueirismo, Hipismo etc, e se diferem dos esportes de combate como o Boxe, Judo, Luta Olimpica, pois no esporte prevalecem as regras definidas para cada competição, já as modalidades que têm uma origem mais marcial têm como objetivo a defesa pessoal em uma situação de risco sem regras, e com o enfoque principal na formação do caratér do ser humano. No Japão, estas artes são chamadas de Bu-Dô ou “Um caminho educacional através das lutas”.
Publicado por Suplemento em 18 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Lutas, Karate
Originalmente a palavra caratê era escrita com os ideogramas 空手 (”mãos vazias”) se referindo à dinastia chinesa Tang ou, por extensão, a mão chinesa, refletindo a influência chinesa nesse estilo de luta.
O caratê é provavelmente uma mistura de uma arte de luta chinesa levada a Okinawa por mercadores e marinheiros da província de Fujian com uma arte própria de Okinawa. Os nativos de Okinawa chamam este estilo de Okinawa-te (”mão de Okinawa”). Os estilos de caratê de Okinawa mais antigos são o Shuri-te, o Naha-te e o Tomari-te, assim chamados de acordo com os nomes das três cidades em que eles foram criados.
Em [1820] Sokon Matsumura fundiu os três estilos e criou o estilo shorin (pronuncia japonesa para a palavra chinesa shaolin), que é também a pronúncia dos ideogramas 少林 (”pequeno” e “bosque”). O nome shorin foi dado posteriormente, por Choshin Chibana, ao estilo idealizado pelo mestre Mastumura. Entretanto os próprios estudantes de Matsumura criaram novos estilos adicionando ou subtraindo técnicas ao estilo original. Gichin Funakoshi, um estudante de um dos discípulos de Matsumura, chamado Anko Itosu, foi a pessoa que introduziu e popularizou o caratê nas ilhas principais do arquipélago japonês.
O caratê de Funakoshi teve origem na versão de Itosu do estilo shorin-ryu de Matsumura que é comumente chamado de shorei-ryu. Posteriormente o estilo de Funakoshi foi chamado por outros de shotokan por seu apelido shoto; o kanji kan (館) significa prédio ou construção, e portanto shotokan significa “Prédio de Shoto”. O estilo shotokan foi popularizado no Japão e introduzido nas escolas secundárias antes da Segunda Guerra Mundial.
Como muitas das artes marciais praticadas no Japão, o caratê fez a sua transição para o karate-do no início do século XX. O do em karatê-do significa caminho, palavra que é análoga ao familiar conceito de tao. Como foi adotado na moderna cultura japonesa, o caratê está imbuído de certos elementos do zen budismo, sendo que a prática do caratê algumas vezes é chamada de “zen em movimento”. As aulas frequentemente começam e terminam com curtos períodos de meditação. Também a repetição de movimentos, como a executada no kata, é consistente com a meditação zen pretendendo maximizar o autocontrole, a atenção, a força e velocidade, mesmo em condições adversas. A influência do zen nesta arte marcial depende muito da interpretação de cada instrutor.
A modernização e sistematização do caratê no Japão também incluiu a adoção do uniforme branco (quimono ou karategi) e de faixas coloridas indicadoras do estágio alcançado pelo aluno, ambos criados e popularizados por [Jigoro Kano], fundador do [judô]. Fotos de antigos praticantes de caratê de Okinawa mostram os mestres em roupas do dia-a-dia.
durante a Segunda Guerra mundial, o caratê tornou-se popular na Coréia do Sul sob os nomes tangsudo ou kongsudoquando a pratica do taekwondo foi proibida pelos japoneses apos sua invasão.
Graduação
As artes marciais provenientes do Japão e Okinawa, apresentam uma variedade de títulos e classes de graduações. O sistema atual de graduação de faixas coloridas é o mais aceito; Antes disso, muitos métodos distintos eram usados para marcar os vários níveis dos praticantes. Alguns sistemas, recorriam a três tipos de certificados para seus membros:
Shodan ou Shoudan: significando que se havia adquirido o status de principiante.
Chudan ou Chuudan: significava a obtenção de um nível médio de prática. Isso significava que o indivíduo estava seriamente comprometido com sua aprendizagem, escola e mestre.
Jodan ou Joudan: a graduação mais alta. Significava o ingresso no Okuden (escola, sistema e tradição secreta das artes marciais).
Se o indivíduo permanecia dez anos ou mais junto ao seu mestre , demonstrando interesse e dedicação, recebia o Menkyo, a licença que permitia ensinar. Essa licença podia ter diferentes denominações como: Sensei, Shihan, Hanshi, Renshi, Kyoshi, dependendo de cada sistema em particular. A licença definitiva que podia legar e outorgar acima do Menkio, era o certificado Kaiden, além de habilitado a ensinar, implicava que a pessoa havia completado integralmente o aprendizado do sistema.
O sistema atual que rege a maioria das artes marciais usando Kyu (”classe”) e Dan (”grau”) , foi criado por Jigoro Kano, o fundador do Judô. Kano era um educador e conhecia as pessoas, sabendo que são muitos os que necessitam de estímulos imediatamente depois de haver começado a praticar artes marciais. A ansiedade desse tipo de praticante não pode ser saciada por objetivos a longo prazo.
A graduação no caratê é importante para indicar o nível de experiencia dos praticantes, e é vista como sinal de respeito para os atletas menos graduados. Para demonstrar a graduação os caratecas usam uma faixa com uma cor na região da cintura. A ordem das cores das graduações variam de estilo para estilo mas como padrão, a faixa iniciante é a de cor branca.
Abaixo as cores de graduação do estilo tradicional Shorin-ryu, como um exemplo da progressão de graduação no caratê:
Branca (8º kyu)
Azul clara (7º kyu)
Amarela (6º Kyu)
Laranja (5º Kyu)
Verde (4º Kyu)
Azul Escura (3º Kyu)
Roxa (2º Kyu)
Marrom (1º Kyu)
Preta (1ºDan até 10ºDan)
Outro exemplo de graduação é a do estilo Shotokan:
Branca (7º kyu)
Amarela (6º Kyu)
vermelho (5º Kyu)
laranja (4º Kyu)
verde (3º Kyu)
roxa (2º Kyu)
marrom (1ºKyu)
Preta (1º Dan até 10º)
Na classificação de faixas coloridas, Kyu significa classe, sendo que essa classificação é em ordem decrescente. Na classificação de faixas pretas, Dan significa grau, sendo a primeira faixa preta a de 1º Dan, a segunda faixa preta 2º Dan e assim por diante em ordem crescente. Em um plano simbólico, o branco representa a pureza do principiante, e o preto se refere aos conhecimentos apurados durante anos de treinamento.
Publicado por Suplemento em 18 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Lutas, Karate
O caratê[1] (português brasileiro) ou karaté (português europeu) (em japonês 空手, karate, ou 空手道, karate-dō, “caminho da mão vazia”), é uma arte marcial desenvolvida a partir do kenpō chinês[2] (em particular o kung fu da China meridional) e de métodos autóctones de lutas das ilhas Ryūkyū[3]. O caratê é predominantemente uma arte de golpes, como pontapés (chutes), socos, joelhadas e cotoveladas e golpes com a palma da mão aberta. Bloqueios de articulações, lançamentos e golpes em áreas vitais também são ensinados, dependendo do estilo. Um praticante de caratê é denominado “carateca”.
O karatê é uma forma de budo (武道, caminho marcial), enfatizando as técnicas de percussão atemi waza (como defesas, socos e chutes) ao invés das técnicas de projeções e imobilizações. O treino de caratê pode ser dividido em três partes principais: Kihon, Kata e Kumite.
Kihon (基本, “fundamentos”) é o estudo dos movimentos básicos.
Kata (型, “forma”, “padrão”) é uma espécie de luta contra um inimigo imaginário expressa em seqüências fixas de movimentos.
Kumite (組手, “encontro de mãos”) é a luta propriamente dita. Em sua forma mais básica é combinada (com movimentos predeterminados) entre os lutadores para, posteriormente, alcançar o jyu kumite (combate livre ou sem regras). A forma desportiva, ou combate com regras, é conhecida como Shiai-kumite.
Publicado por Suplemento em 18 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Lutas, Jiu Jitsu
Jiu-jitsu Faixas
Branca
Amarela (Atletas até 16 anos)
Laranja (Atletas até 16 anos)
Verde (Atletas até 16 anos)
Azul
Roxa
Marrom
Preta
As graduações podem variar de academia para academia, por exemplo:
Branco (4 Graus)
Azul (4 Graus)
Roxa (4 Graus)
Marron (4 Graus)
Faixas pretas
Preta lisa
1° Dan Preto
2º Dan Preto
3º Dan Preto
4º Dan Preto
5º Dan Preto
6º Dan Vermelha e Preta
7º Dan Vermelha e Preta
8º Dan Vermelha e Preta
9º Dan Vermelha
10ºDan Vermelha
Golpes Básicos
Armlock;
Na guarda;
Na montada;
Invertido;
Chaves de braço:
Americana;
Americana Invertida (também conhecida como Francesa);
Americana Invertida na guarda;
Kimura;
Estrangulamentos:
Ezequiel (na montada);
Ezequiel (na guarda);
Dedão por dentro da gola (clássico);
Dedão por fora da gola (clássico);
Relógio;
Gravata técnica;
“Mão de Vaca”;
“Mata-Leão”:
Na montada;
Na montada nas costas;
Pelas costas (sentado);
Omoplata;
Queda;
Triângulo:
Na guarda;
Na montada;
Publicado por Suplemento em 18 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Jiu Jitsu
Em 1917, Mitsuyo Maeda, também conhecido como conde Koma, foi enviado ao Brasil em missão diplomática com o objetivo de receber os imigrantes japoneses e fixá-los no país. Sensei da Academia Kodokan de judô, Maeda ensinou Carlos Gracie em virtude da afinidade com seu pai, Gastão Gracie. Carlos por sua vez ensinou a seus demais irmãos, em especial a Hélio Gracie. Neste ponto surgem duas teorias. A primeira alega que Maeda ensinou somente o judô de Jigoro Kano a Carlos, e esse o repassou a Hélio, que era o mais franzino dos Gracie, adaptando-o com grande enfoque no Ne-Waza - técnicas de solo do judô, ponto central do jiu-jitsu desportivo brasileiro. Para compensar seu biotipo, a partir dos ensinamentos de Carlos, Hélio aprimorou a parte de solo pelo uso do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que o mesmo não dispunha. A segunda teoria, apoiada pelos Gracies, fala que Maeda era, também, exímio praticante de jiu-jitsu antigo, como Jigoro Kano, e foi essa a arte que ensinou ao brasileiros. Porém, em uma recente entrevista, Hélio Gracie afirma que “Carlos lutava judô”[1]. Mas o certo é que o jiu-jitsu tradicional de muito difere do praticado no Brasil atualmente. Este possui mais imobilizações, chaves e finalizações, privilegiando o uso da técnica em detrimento da força.
Publicado por Suplemento em 18 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Jiu Jitsu
A história mais divulgada de praticamente todas as artes marciais orientais se insere na mesma tradição lendária da origem do Zen, ao qual se pretende que estas Artes Marciais estejam ligadas em sua origem: o Zen teve origem na Índia, através da difusão feita por missionários budistas saídos desta região e, nesta linha, se chega à figura lendária de Bodhidharma, indiano que teria sido o 28.º patriarca do Zen, fundador do Monastério Shaolim na China, de onde se teriam originado os estilos de “Kung Fu” (Wu Shu) na China, que teriam sido exportados para o resto do Oriente, nesta clara tentativa de ligar todas as Artes Marciais orientais a esta lendária origem comum com a origem do Zen.
Mas se mesmo esta origem do Zen, na literatura especializada no assunto, é vista pelos estudiosos sérios, como Allan Watts, como tentativa piedosa de traçar uma ligação contínua da tradição com a origem remota na figura do Buda, com muito mais razão o estudioso sério de Artes Marciais deve ser alertado para o perigo de aceitar a Índia ou mesmo a China como “origem” de todos os estilos de luta oriental.
Segundo um especialista do quilate de Donn Draeger, Ph D em Haplologia e especialista em Artes Marciais orientais, “o jujutsu em si é produto japonês”. Para ele, atribuir ao Jiu jitsu origem mesmo chinesa (sobre a “origem indiana” ele nem cogita) é o mesmo que atribuir ao inventor da roda o desenvolvimento dos carros modernos… (Donn F. Draeger. Classical Budo. p. 113). Mesmo numa obra escrita por autores da família Gracie, como o livro de Jiu jitsu do Royce e do Renzo Gracie, vemos uma discussão mais realista sobre esta questão das origens do Jiu-jitsu.
Antigamente havia vários estilos de jiu-jitsu, e cada clã tinha seu estilo próprio. Por isso o jiu-jitsu era conhecido por vários nomes, tais como: kumiuchi, aiki-ju-jitsu, koppo, gusoku, oshi-no-mawari, yawara, hade, jutai-jutsu, shubaku e outros.
No fim da era Tokugawa, existiam cerca de 700 estilos de jiu-jitsu, cada qual com características próprias. Alguns davam mais ênfase às projeções ao solo, torções e estrangulamentos, ao passo que outros enfatizavam golpes traumáticos como socos e chutes. A partir de então, cada estilo deu origem ao desenvolvimento de artes marciais conhecidas atualmente de acordo com suas características de luta, entre elas o judô, o caratê e o aikidô.
O Jiu-jitsu era tratado como jóia das mais preciosas do Oriente. Era tão importante na sociedade japonesa que chegou a ser _ por decreto imperial _ proibido de ser ensinado fora do Japão ou aos não japoneses, proibição que atravessou os séculos até a primeira metade do século XX. Era considerado crime de lesa-pátria ensiná-lo aos não japoneses. Quem o fizesse era considerado traidor do Japão, condenado à morte, sua família perdia todos os bens que tivesse e sua moradia era incendiada. Com a introdução da cultura ocidental no Japão, promovida pelo Imperador Meiji (1867-1912), as Artes Marciais caíram em relativo desuso em função do advento das armas de fogo, que ofereciam a possibilidade de eliminação rápida do adversário sem o esforço da luta corporal. As artes de luta só voltaram a ser revalorizadas mais tarde, quando o Ocidente também já apreciava esse tipo de luta.
Por muito tempo, o Jiu-jitsu foi a luta mais praticada no Japão, até o surgimento do Judô, em 1882. O Jiu-jitsu caiu em desuso e perdeu a sua popularidade quando a polícia de Tóquio organizou um combate entre as escolas mais famosas de Judô e Jiu-jitsu que teve por resultado 12 combates de 15 ganhos pelo Judô e um empate. Desta forma a polícia de Tóquio, que resume a sua eficácia a arte marcial pois não usavam armas, escolheu a prática do Judô, desta forma o Judô ganhou fama e popularidade por todo o Japão. Mas o Jiu-jitsu não foi esquecido nem apagado, a sua prática foi mantida viva por algumas escolas. Nos dias de hoje é difícil encontrar a arte marcial antiga e original do Jiu-jitsu pois sofreu algumas variantes e influencias de outras artes marciais de forma a adaptar-se as novas realidades e necessidades dos praticantes.
As principais escolas japonesas de Jiu-jitsu são as seguintes:
Araki-ryu
Daito-ryu aiki-jujutsu
Hontai Yoshin-ryu
Sekiguchi Shinshin-ryu
Sosuishitsu-ryu
Takenouchi-ryu
Tatsumi-ryu
Tenjin Shinyo-ryu
Yagyu Shingan Ryu
Yoshin Ryu
http://www.suplementoesaude.com.br
Publicado por Suplemento em 18 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Jiu Jitsu
A história mais divulgada de praticamente todas as artes marciais orientais se insere na mesma tradição lendária da origem do Zen, ao qual se pretende que estas Artes Marciais estejam ligadas em sua origem: o Zen teve origem na Índia, através da difusão feita por missionários budistas saídos desta região e, nesta linha, se chega à figura lendária de Bodhidharma, indiano que teria sido o 28.º patriarca do Zen, fundador do Monastério Shaolim na China, de onde se teriam originado os estilos de “Kung Fu” (Wu Shu) na China, que teriam sido exportados para o resto do Oriente, nesta clara tentativa de ligar todas as Artes Marciais orientais a esta lendária origem comum com a origem do Zen.
Mas se mesmo esta origem do Zen, na literatura especializada no assunto, é vista pelos estudiosos sérios, como Allan Watts, como tentativa piedosa de traçar uma ligação contínua da tradição com a origem remota na figura do Buda, com muito mais razão o estudioso sério de Artes Marciais deve ser alertado para o perigo de aceitar a Índia ou mesmo a China como “origem” de todos os estilos de luta oriental.
Segundo um especialista do quilate de Donn Draeger, Ph D em Haplologia e especialista em Artes Marciais orientais, “o jujutsu em si é produto japonês”. Para ele, atribuir ao Jiu jitsu origem mesmo chinesa (sobre a “origem indiana” ele nem cogita) é o mesmo que atribuir ao inventor da roda o desenvolvimento dos carros modernos… (Donn F. Draeger. Classical Budo. p. 113). Mesmo numa obra escrita por autores da família Gracie, como o livro de Jiu jitsu do Royce e do Renzo Gracie, vemos uma discussão mais realista sobre esta questão das origens do Jiu-jitsu.
Antigamente havia vários estilos de jiu-jitsu, e cada clã tinha seu estilo próprio. Por isso o jiu-jitsu era conhecido por vários nomes, tais como: kumiuchi, aiki-ju-jitsu, koppo, gusoku, oshi-no-mawari, yawara, hade, jutai-jutsu, shubaku e outros.
No fim da era Tokugawa, existiam cerca de 700 estilos de jiu-jitsu, cada qual com características próprias. Alguns davam mais ênfase às projeções ao solo, torções e estrangulamentos, ao passo que outros enfatizavam golpes traumáticos como socos e chutes. A partir de então, cada estilo deu origem ao desenvolvimento de artes marciais conhecidas atualmente de acordo com suas características de luta, entre elas o judô, o caratê e o aikidô.
O Jiu-jitsu era tratado como jóia das mais preciosas do Oriente. Era tão importante na sociedade japonesa que chegou a ser _ por decreto imperial _ proibido de ser ensinado fora do Japão ou aos não japoneses, proibição que atravessou os séculos até a primeira metade do século XX. Era considerado crime de lesa-pátria ensiná-lo aos não japoneses. Quem o fizesse era considerado traidor do Japão, condenado à morte, sua família perdia todos os bens que tivesse e sua moradia era incendiada. Com a introdução da cultura ocidental no Japão, promovida pelo Imperador Meiji (1867-1912), as Artes Marciais caíram em relativo desuso em função do advento das armas de fogo, que ofereciam a possibilidade de eliminação rápida do adversário sem o esforço da luta corporal. As artes de luta só voltaram a ser revalorizadas mais tarde, quando o Ocidente também já apreciava esse tipo de luta.
Por muito tempo, o Jiu-jitsu foi a luta mais praticada no Japão, até o surgimento do Judô, em 1882. O Jiu-jitsu caiu em desuso e perdeu a sua popularidade quando a polícia de Tóquio organizou um combate entre as escolas mais famosas de Judô e Jiu-jitsu que teve por resultado 12 combates de 15 ganhos pelo Judô e um empate. Desta forma a polícia de Tóquio, que resume a sua eficácia a arte marcial pois não usavam armas, escolheu a prática do Judô, desta forma o Judô ganhou fama e popularidade por todo o Japão. Mas o Jiu-jitsu não foi esquecido nem apagado, a sua prática foi mantida viva por algumas escolas. Nos dias de hoje é difícil encontrar a arte marcial antiga e original do Jiu-jitsu pois sofreu algumas variantes e influencias de outras artes marciais de forma a adaptar-se as novas realidades e necessidades dos praticantes.
As principais escolas japonesas de Jiu-jitsu são as seguintes:
Araki-ryu
Daito-ryu aiki-jujutsu
Hontai Yoshin-ryu
Sekiguchi Shinshin-ryu
Sosuishitsu-ryu
Takenouchi-ryu
Tatsumi-ryu
Tenjin Shinyo-ryu
Yagyu Shingan Ryu
Yoshin Ryu
No Brasil
Em 1917, Mitsuyo Maeda, também conhecido como conde Koma, foi enviado ao Brasil em missão diplomática com o objetivo de receber os imigrantes japoneses e fixá-los no país. Sensei da Academia Kodokan de judô, Maeda ensinou Carlos Gracie em virtude da afinidade com seu pai, Gastão Gracie. Carlos por sua vez ensinou a seus demais irmãos, em especial a Hélio Gracie. Neste ponto surgem duas teorias. A primeira alega que Maeda ensinou somente o judô de Jigoro Kano a Carlos, e esse o repassou a Hélio, que era o mais franzino dos Gracie, adaptando-o com grande enfoque no Ne-Waza - técnicas de solo do judô, ponto central do jiu-jitsu desportivo brasileiro. Para compensar seu biotipo, a partir dos ensinamentos de Carlos, Hélio aprimorou a parte de solo pelo uso do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que o mesmo não dispunha. A segunda teoria, apoiada pelos Gracies, fala que Maeda era, também, exímio praticante de jiu-jitsu antigo, como Jigoro Kano, e foi essa a arte que ensinou ao brasileiros. Porém, em uma recente entrevista, Hélio Gracie afirma que “Carlos lutava judô”[1]. Mas o certo é que o jiu-jitsu tradicional de muito difere do praticado no Brasil atualmente. Este possui mais imobilizações, chaves e finalizações, privilegiando o uso da técnica em detrimento da força.
Em Portugal
Actualmente ainda se pratica o jujutsu associado aos samurais do antigo Japão. Note-se que no caso dessa arte tradicional as palavras ju (flexibilidade, gentil, suave) e jutsu (arte) são diferentes das jiu-jitsu mais utilizadas para classificar o chamado jiu-jitsu brasileiro, criado pelos irmãos Gracie. Crê-se que essa vertente tenha sido propagada na Europa por Minuro Mochizuki.
No caso do jujutsu tradicional são utilizadas armas como o tanto (faca), o tambo (bastão), o kubotan ou kashinobo (semelhante a uma caneta), a tonfa (utilizada pelas forças policiais), o bo (bastão comprido) e a katana, entre outros.
Tendo a vertente de defesa pessoal, militar ou policial compreende técnicas de batimento, projeção, imobilização, controle, estrangulamento e reanimação, além de poder ser combinado com as técnicas de massagem terapêutica (shiatsu ou seitai).
A maior diferença entre os estilos tradicional e brasileiro talvez seja o uso de diferentes armas (bukiwaza) e também uma menor utilização da luta no chão no jujutsu tradicional, sendo que esse utiliza também técnicas de controle como o hojojutsu. Nessa arte também as graduações são diferentes, além de um maior vínculo aos usos e tradições japonesas. A ligação ao mestre é muito forte e são utilizadas com muita freqüências expressões e nomes japoneses no tocante às técnicas.
Graduação
Jiu-jitsu Faixas
Branca
Amarela (Atletas até 16 anos)
Laranja (Atletas até 16 anos)
Verde (Atletas até 16 anos)
Azul
Roxa
Marrom
Preta
As graduações podem variar de academia para academia, por exemplo:
Branco (4 Graus)
Azul (4 Graus)
Roxa (4 Graus)
Marron (4 Graus)
Faixas pretas
Preta lisa
1° Dan Preto
2º Dan Preto
3º Dan Preto
4º Dan Preto
5º Dan Preto
6º Dan Vermelha e Preta
7º Dan Vermelha e Preta
8º Dan Vermelha e Preta
9º Dan Vermelha
10ºDan Vermelha
Golpes Básicos
Armlock;
Na guarda;
Na montada;
Invertido;
Chaves de braço:
Americana;
Americana Invertida (também conhecida como Francesa);
Americana Invertida na guarda;
Kimura;
Estrangulamentos:
Ezequiel (na montada);
Ezequiel (na guarda);
Dedão por dentro da gola (clássico);
Dedão por fora da gola (clássico);
Relógio;
Gravata técnica;
“Mão de Vaca”;
“Mata-Leão”:
Na montada;
Na montada nas costas;
Pelas costas (sentado);
Omoplata;
Queda;
Triângulo:
Na guarda;
Na montada;
Publicado por Suplemento em 18 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Jiu Jitsu
O jiu-jitsu, jujutsu ou ju-jitsu (em japonês 柔術, “arte da cessão”) é uma arte marcial japonesa que utiliza golpes de articulação, como torções de braço, tornozelo e estrangulamentos, para imobilizar o oponente. Inclui também quedas, golpes traumáticos e defesas pessoais, como saídas de gravata, esquivas, contra-golpes etc.
Basicamente usa-se o peso e a força do adversário contra ele mesmo. Essa característica da luta possibilita que um lutador, mesmo sendo menor que o oponente, consiga vencer. Outra característica marcante o diferencia de outras artes: suas avançadas técnicas de luta de chão, com a qual é possível finalizar um adversário por meio de uma queda e usando-se torções com ambos deitados.
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Publicado por Suplemento em 18 Set 2008 | sob: Sem Categoria, kickboxing
Lembre-se em primeiro lugar, o Kick-Boxing é tecnica de Boxe unificada com chute, se o aluno for direcionado para um ensino onde a cotovelos joelhos, pode ter certeza que estara praticando uma mistureba de informações sem sentido.
Semi Contact: Luta-se por pontos para cada golpe encaixado são marcados pontos,os chutes somente são válidos acima da cintura e aplicados com a canela ou peito do pé.
Light Contact:Igual ao Full Contact no entanto não se pode nocautear o adversário. Ganha que demostrar uma técnica mais apurada.
Full Contact: O objetivo principal é o nocaute. Não são permitidos pontapés abaixo da linha da cintura.
Low Kick: É um Full-Contact mais completo no qual é válido o uso de caneladas nas coxas.
K-1 Rules: É um Low-Kick com caneladas abaixo do joelho, socos.
Há muitos derivantes desta forma de lutar, como também há muitas competições recorrrendo a este estilo (por exemplo o K-1).
Publicado por Suplemento em 18 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Lutas, kickboxing
Kickboxing é um desporto de combate recorrendo aos punhos e às pernas. O Kickboxing é um desporto que tem origem no full contact. No full contact os pugilistas masculinos combatem em tronco nú, descalços e usam calções de boxe. As pugilistas femininas por vezes usam um top e calções. O Kickboxing tem um estilo muito independente, mas sendo as regras iguais a outras artes marciais pode haver competições entre elas. Tipicamente o kickboxing em comparação a outras competições é um desporto um pouco parado não permitindo a continuação do combate uma vez que o adversário caí ao chão, podendo alguns estilos ainda continuar, como por exemplo: o sanshou usado especialmente no exército e na polícia chinesa e adaptado para torneios de kickboxing; como também muitas artes marciais japonesas. As pessoas podem começar a qualquer idade, mas o melhor é antes dos 18 anos, um capacete é fortemente recomendado.
Me desculpe, mas, a estoria não é essa, a começar pelo uniforme que sempre foi usado a calça do kimono, o kikc-boxing veio do karate, na epoca era conhecido como karate-profissional, com a expansão do Muay Thai esta tendo uma grande modificação nas informações que são repassadas para alunos e midia ( uma mentira contada muitas vezes passa a ser verdade, pois, não havera ninguem com conhecimento que possa mostrar a verdade ), alguns professores estão fazendo com que o kick-boxing deixe suas origens e passe a ser de um lado que nunca teve contato na estoria das lutas, e o full contact é uma das categorias que mais se espalhou pelo mundo, diferente do que os outros pensam que o full contact é a base do kick-boxing, isso esta acontecendo porque a muitos professores que não dão valor no que é real, só no que esta tendo um propaganda em massa,,,