Setembro 2008

Arquivo Mensal

Corrida

Publicado por admin em 19 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Esportes diversos, corrida

Corrida é uma competição de velocidade. Os competidores de uma corrida tentam completar uma determinada tarefa no menor período de tempo. Envolve tradicionalmente percorrer alguma distância, mas pode se referir a qualquer tarefa em que o tempo ou velocidade se apliquem.

Registros antigos de corridas são evidentes em cerâmicas da Grécia antiga no qual homens são desenhados como se estivessem correndo um contra o outro. Uma corrida de bigas é descrita na Ilíada de Homero. A corrida está sempre ligada ao atletismo quando se fala em corrida de alta competição. O atletismo é um desporto que pode trazer muitos beneficios as pessoas praticantes deste mesmo.

A maratona é a mais longa, desgastante e uma das mais difíceis e emocionantes provas do atletismo olímpico. Ela é disputada na distância de 42,195 km desde 1908. É tradicionalmente o último evento dos Jogos Olímpicos.

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Ciclismo e Bike

Publicado por admin em 19 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Esportes diversos, ciclismo e Bike

Ciclismo é um esporte de corrida de bicicleta cujo objetivo dos participantes é chegar primeiro a determinada meta ou cumprir determinado percurso no menor tempo possível.

Foi na Inglaterra, em meados do século XIX, que o ciclismo iniciou-se como desporto, época em que o aperfeiçoamento do veículo possibilitou o alcance de maiores velocidades. O ciclismo é regido por diversas regras. Geralmente enquadra-se em quatro categorias: provas em estradas, provas em pistas, provas de montanha (Mountain Bike) e BMX e é praticado com diversos tipos e modelos de bicicletas.

No Mountain Bike existem várias categorias que são divididas em mais ou menos radicais, e são elas: Cross Country, em todo o tipo de terreno, de preferência no monte, seja a subir, plano ou a descer; o Free Ride, com um andamento mais extremo em que se dá preferência a saltos e descidas; o Down Hill que é a versão mais extrema e perigosa do MTB que consiste somente em descer, normalmente a velocidades altas, sendo este praticado tanto no monte ou em cidade (o chamado Down Town). Em Lisboa, o mais famoso evento desta disciplina é o Lisboa Down Town que se realiza anualmente em Maio e que consiste na descida da encosta do Castelo de São Jorge até ao arco da Red Bull.

O ciclismo é sinónimo de aventura. Independente de campeonatos e torneios, é comum amigos com interesses afins se reunirem para fazer longos passeios de bicicleta, quer no monte ou em estrada aos locais mais inóspitos e selvagens, regado a muita amizade e solidariedade. O praticante do ciclismo chama-se ciclista.

Em termos de saúde, o ciclismo é uma atividade rítmica e cíclica, ideal para desenvolvimento dos sistemas de energia aeróbico e anaeróbico, dependendo do tipo de treinamento aplicado. Desenvolve o sistema cardiovascular dos praticantes, sendo ainda indicado por médicos especialistas como óptimo exercício para queima de gordura corporal e desenvolvimento de resistência de força muscular de pernas, em treinamentos.

O mundo moderno inventou também o ciclismo estático, ou seja, a prática do ciclismo em bicicletas ergométricas e em locais fechados, casa, academia, clube, etc, um exercício aeróbico alternativo e seguro ideal para indivíduos que desejam maior segurança, sustentação e facilidade de manejo do que o ciclismo de estrada ou de pista.

O ciclismo estático é indicado para pessoas que apresentam determinados tipos de lesões de joelhos, quadris, coluna e que não podem caminhar; grávidas, idosos com osteoporose e principalmente obesos.

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Natação

Publicado por admin em 19 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Esportes diversos, Natação

Natação é a atividade física do homem e de outros animais que consiste em deslocar-se em meio líquido. Atualmente a natação, em suas várias modalidades, pode ser vista como um método de recreação e um desporto sendo utilizada para salvar pessoas do afogamento. Também existe o nado associado a trabalho, como no caso dos coletores de pérolas, alguns tipos de pescadores e aos cientistas que investigam a fauna e flora aquáticas.

Diversos animais possuem a habilidade da natação por instinto, como é o caso do homem. Nos mamíferos, este nado por instinto recebe o nome de “Nado Padrão Mamífero”. Esse tipo de nado tem princípios básicos como cabeça fora d’água, braços (patas anteriores) com angulação próxima de 90 graus e pernas (patas posteriores) em leve flexão (realizando um movimento parecido com pedalar). Este nado padrão, no Brasil, é chamado popularmente de “nado cachorrinho”.

Por movimentar praticamente todos os músculos e articulações do corpo, a prática da natação é considerada um dos melhores exercícios físicos existentes.

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Futebol

Publicado por admin em 19 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Esportes diversos, Futebol

Discuta sobre o seu time, dê dicas, reclame e faça daqui o seu estádio de futebol!

O futebol é o desporto coletivo mais praticado no mundo. É disputado num campo rectangular por duas equipas, de onze jogadores cada lado, que têm como objectivo colocar a bola dentro das balizas adversárias, o que é chamado de gol (Brasil) ou golo (Portugal) - ambos os termos derivam da palavra inglesa “goal”. Não é permitido o uso das mãos, excepto pelos guarda-redes e nas cobranças dos lançamentos laterais, (onde o jogador deve lançar a bola para dentro do campo com as duas mãos).

A meta ou baliza é um rectângulo formado por duas traves ou postes verticais, fincados no solo, uma trave oposta ao solo e uma faixa branca posicionada no relvado exactamente debaixo da trave. Ali fica posicionado o guarda-redes,o guarda-redes só pode usar as mãos dentro da sua área, defendendo o golo. Uma partida de futebol é vencida pela equipa que marcar um maior número de golos. O torneio mais prestigiado do futebol é o Campeonato do Mundo FIFA, os maiores vencedores são Brasil (1958, 1962, 1970, 1994, 2002), Itália (1934, 1938, 1982, 2006) e Alemanha (1954, 1974, 1990).

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Esportes, o que é?

Publicado por admin em 19 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Lutas, Jiu Jitsu, Karate, Taekwondo, Judo, Aikido, Kung Fu, Hapikido, kickboxing, Capoeira, Kempo, M.M.A., Ninjitsu, Esportes diversos, Futebol

Este espaço é dedicado a todos os esportes e discussões, fique a vontade.

esporte (português brasileiro) é uma atividade física sujeita a determinados regulamentos e que geralmente visa a competição entre praticantes. Para ser esporte tem de haver envolvimento de habilidades e capacidades motoras, regras instituídas por um confederação regente e competitividade entre opostos. Algumas modalidades esportivas se praticam mediante veículos ou outras máquinas que não requerem realizar esforço, em cujo caso é mais importante a destreza e a concentração do que o exercício físico. Idealmente o esporte diverte e entretém, e constitui uma forma metódica e intensa de um jogo que tende à perfeição e à coordenação do esforço muscular tendo em vista uma melhora física e espiritual do ser humano.As modalidades esportivas podem ser coletivas, duplas ou individuais, mas sempre com um adversário.

Também podemos definir esporte como um fenômeno sociocultural, que envolve a prática voluntária de atividade predominantemente física competitiva com finalidade recreativa ou profissional, ou predominantemente física não competitiva com finalidade de lazer, contribuindo para a formação, desenvolvimento e/ou aprimoramento físico, intelectual e psíquico de seus praticantes e espectadores. Além de ser uma forma de criar uma identidade esportiva para um inclusão social.

A atividade esportiva pode ser aplicada ainda na promoção da saúde em âmbito educacional, pela aplicação de conhecimento especializado em complementação a interesses voluntários de uma comunidade não especializada.

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Ninjutsu

Publicado por admin em 18 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Lutas, Ninjitsu

O Ninjutsu (忍術), também conhecido pelo termo Ninpō, é uma arte marcial japonesa (忍び術) que surgiu a partir da necessidade do emprego de espiões (Ninjas) durante o período medieval japonês (século VI). Consistia num conjunto de técnicas (físicas, mentais e espirituais) que capacitavam os agentes a agir em todas as situações num campo de batalha. Após o período de guerras japonesas (Sengoku Jidai), a utilização de espiões caiu em desuso. Muitas escolas desapareceram e outras passaram ao anonimato, sendo responsáveis por manterem vivas as tradições até os dias atuais. Kunoichi (a mulher ninja) era utilizada para seduzir o inimigo, e utilizava-se de ervas para envenená-lo, matando-o ou tirando-o de combate por vários dias.

As 17 Disciplinas Ninja (Ninja Jūhakkei)

Seishin-teki kyōyō (espiritualidade)
Taijutsu (Arte corporal)[[1]]
Tekkojutsu (Arte da espada)[[2]]
Shurikenjutsu (Arte da Shuriken)[[3]]
Nunchackujutsu (Arte do Nunchacku)[[4]]
Bokujutsu (Arte da lança e bastão)
Kusarigamajutsu (Arte da Foice com Corrente)
Kayakujutsu (Arte dos explosivos e pirotecnia)
Hensōjutsu (Arte dos disfarces e camuflagem)
Shinobi-iri (ocultação)
Bajutsu (equitação)
Sui-ren (treino aquático)
Bōryaku (estratégia militar)
Chōhō (espionagem)
Intonjutsu (Arte da evasão)
Tenmon (meteorologia)
Chi-mon (geografia)

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Hapkidô

Publicado por admin em 18 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Lutas, Hapikido

O Hapkidô ou Hapkido é uma arte marcial coreana especializada em defesa pessoal, e aprendizado de técnicas de socos, chutes, rolamentos, escapes, esquivas e torções, além de englobar técnicas com armas diversas como bastões, espadas, bengalas, facas, leques, e também ensinar seus praticantes a auto defesa com praticamente qualquer objeto.

No início dos tempos as artes marciais já eram praticadas não só pelo exercício físico dos monges, mas para que determinados povos lutassem por seus objetivos. Dessa mesma forma, numa época passada, o país que hoje conhecemos por Coréia, era dividido em três reinos: Silla, Koguryo e Paekche.

Dentro dos conflitos decorrentes destes três reinos, todos tinham em comum a prática das Artes Marciais. Essas Artes continuaram sendo treinadas e desenvolvidas até os dias de hoje, sofrendo grande influência de países vizinhos como China e Japão.

Uma das pessoas que teve grande influência no desenvolvimento das Artes Marciais coreanas foi Yong Sul Choi. Nascido em 1904 em Chung Buk Coréia, órfão com poucos anos de idade, foi levado ao Japão e adotado como aluno por um dos maiores Mestres daquele país na época: Sokaku Takeda.

Takeda era o grande Mestre do estilo Daito Ryu Aikijujutsu (praticado, conduzido e difundido até hoje, pela família Takeda). Esse estilo contribuiu também para o desenvolvimento de outra Arte Marcial japonesa, o Aikido. Após mais de 30 anos de treinamento, Choi decide retornar a sua pátria levando em sua bagagem todo seu aprendizado.

Assim, com toda estrutura já existente dos estilos coreanos, tendo sempre chutes como forte característica, mais o arsenal de Yong Sul Choi, nomes de estilos vão surgindo como Hapkikwonsul, Yusul e finalmente HAPKIDO.

Existem linhas divergentes quando se pergunta quem foi o fundador do Hapkido. Alguns atribuem a Yong Sul Choi’ e outros a Ji Han Jae . É importante dizer que Choi foi professor de Ji. Porém podemos observar a situação de diferentes ângulos . O maior estudioso de Artes Marciais Coreanas, Dr. Kimm He-Young, após anos de pesquisa nos diz o seguinte:

“Podemos aceitar as duas posições dizendo que Choi acendeu o palito de fósforo, mas quem fez a fogueira foi JI”.

É necessário acrescentar que a maioria dos estilos de Arte Marcial existentes foram denominados nesse século.

Alguns professores coreanos chegaram aos Estados Unidos no começo da década de 60 para ensinar o Hapkido. Entretanto, o Hapkido teve seu primeiro grande contato com o Ocidente no momento em que a Korea Hapkido Association enviou quinze de seus membros a Guerra do Vietnã para uma demonstração à tropas coreanas, americanas e vietnamitas do sul.

Diante desse contato, professores coreanos como Mestre Lim (BA) que formou o primeiro faixa preta na Bahia “Ricardo Nery”, chegaram ao Brasil no final da década de 60. Contudo o sistema coreano introduzido na Bahia foi o KUK SOO WON, uma outra arte marcial criada pelo Mestre In Hyuk Suh que havia treinado o Hapkido. Logo após Mestre Kang Byung Hak chegou em São Paulo.Chegou também em 1977, o grão-mestre Yun Sik Kim representante da escola BUM MOO HAPKIDO. Alguns praticantes continuam trabalhando com o estilo dos Mestres citados, embora estes não dêm supervisão integral, com exceção do grão-mestre Yun Sik KIm que dá aulas pessoalmente no bairro do Bom Retiro - São Paulo. Em 1971 chega oficialmente em São Paulo o Mestre Park Sung Jae, representando a Korea Hapkido Association.

Ele foi trazido especialmente para dar aulas ao exército brasileiro, tendo iniciado seu trabalho no 2o GCAM90 Quitaúna. Alguns faixas pretas formados nessa época continuam treinando, ensinando ou supervisionando o trabalho de Mestre Park. Ele ainda teve passagem pelo Círculo Militar de São Paulo e várias academias na capital paulista.

Em 1978 o Mestre Park Kyu Jae vem ao nosso país com a missão de continuar o trabalho de seu irmão, com um estilo mais suave e mais circular. No ano de 1977 como já dissemos chega o Grão-mestre Yun Sik Kim - faixa -preta 10 dan de Hapkido e 9 dan em Taekwondo, trazendo para o Brasil o Hapkido estilo Bum Moo world.O número de praticantes no Brasil vem crescendo bastante com destaque especial para São Paulo. Hoje o Grão Mestre Yun Sik Kim 10º DAN de Hapkido, está situado em São Paulo com endereço na RUA DA GRAÇA, 89 - 4º ANDAR - BOM RETIRO - SÃO PAULO - SP onde também funciona a Sede da CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HAPKIDO e da Federação de Hapkido do Estado de São Paulo e ainda a ASSOCIAÇÃO KIM DE HAPKIDO E TAEKWONDO. O Grão-Mestre Kim tem alunos espalhados em vários países e em vários Estados brasileiro, a exemplo da Bahia onde tem na figura do seu aluno, faixa-preta 4 dan, Sabunim Cláudio Xavier, o representante oficial da Confederação Brasileira de Hapkido e também presidente da Federação Baiana de Hapkido defendendo os interesse do sistema BUM MOO em solo baiano. A sub-sede da Confederação Brasileira de Hapkido se encontra em Osasco, aos cuidados do mestre Norberto Serrano Jr. 5º DAN de Hapkido e 5º DAN de Taekwondo, fundador da Associação Brasileira de Lutas Free-Style, duas vezes campeão mundial de Hapkido e vice-presidente da Confederação Brasileira de Hapkido. Sua academia de 3 andares dedicados exclusivamente à prática do Hapkido “Bum Moo Kwan”, recebe um grande número de alunos da região e regularmente, visitas do grão mestre Yun Sik Kim para exames de faixa dos lutadores e supervisão. Isso se deve ao trabalho desenvolvido e as bem sucedidas representações de praticantes em campeonatos internacionais. No ano de 2004 , quatro dos praticantes de HKD dos mais conceituados do Brasil como: Mestre Anassiel Kin ( Instrutor de defesa pessoal das Forças especiais),Mestre Luiz Carlos A. Souza( Criador da Xantus Full Combat e professor da Policia de SP), Mestre Newton Moraes Garcia Filho( Grande Campeão de lutas em estilos variados , difusor do estilo tradicional na região do MS) e Mestre Marcelo Barreira(o Mais novo Mestre do Brasil , e diversas vezes campeão mundial em estilos variados), se reuniram e decidiram desenvolver um estilo que pudesse ser tanto usado em combates esportivos tanto para combates Urbanos( defesa pessoal),com técnicas desenvolvidas exclusivamente para a realidade dos Brasileiros que completassem as deficiências do HKD tradicional, visando a auto defesa nas realidades Brasileiras .

A caminhada do praticante dentro do hapkido é divida inicialmente em Gubs e em seguida em Dans. Cada Gub corresponde a uma faixa colorida que o hapkidoista amarra na cintura, por sobre o dobok, a vestimenta característica dessa arte marcial. Lembrando que, dependendo do estilo praticado, as faixas podem adotar certas mudanças no grau de habilidade requerido ou cores.

Branca (10º Gub)
Amarela (9º Gub)
Amarela I (8º Gub)
Verde (7º Gub)
Verde I (6º Gub)
Azul (5º Gub)
Azul I (4º Gub)
Vermelha (3º Gub)
Vermelha I (2º Gub)
Vermelha II (1º Gub)
Preta (1º Dan) (Jo kyo Nim) - Instrutor
Preta (2º Dan) (Kyo sa Nim) - Professor
Preta (3º Dan) (Kyobu Nim) - Professor
Preta (4º Dan) (Sabum Nim) - Mestre
Preta (5º Dan) (Bumsan Nim) - Mestre
Preta (6º Dan) (Chongsa Nim) - Grão-Mestre
Preta (7º Dan) (Do bum Nim) - Grão-Mestre
Preta (8º Dan) (Do kam Nim) - Grão-Mestre
Preta (9º Dan) (Do sum Nim) - Grão-Mestre
Preta (10º Dan) (Do sa Nim) - Grão-Mestre
Exemplo: Vermelha I é uma faixa vermelha com uma fita preta por toda sua extensão e a Vermelha II tem duas fitas pretas, sendo que as fitas dentro da faixa atual mostra a côr da próxima faixa do praticante.

A partir daí, o praticante chega aos Dans, cujos sinais exteriores limitam-se à presença não-obrigatória de pequenos traços perpendiculares na faixa preta, indicando 1º Dan, 2º Dan etc, até o 10º Dan.

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Kenpō

Publicado por admin em 18 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Lutas, Kempo

Kenpō ou Shorinji Kenpō (拳法 Kenpō, lei do punho) é um termo japonês para artes marciais. É a tradução para o termo chinês Quan fa, que significa “caminho do punho” ou “lei do principio do punho”. Quan fa é um termo para estilos de punho aberto chineses. “Shorinji” é a forma japonesa para Shaolin, portanto Shorinji Kenpō pode ser traduzido por “punhos do templo de Shaolin”. Seu criador era japonês, mas aprendeu Kung-fu na China e o adaptou para o ensino aos japoneses. Mas Kenpo pode ser o designio de uma arte marcial srgida na china a milhares de anos. Kenpo significa “Lei da Palma” ou “Palma de Deus”. É uma arte marcial de grande força e destrutividade por usar golpes sempre dignos de muita concentração e e força.

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Kung Fu Wushu

Publicado por admin em 18 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Lutas, Kung Fu

Nota: Esta página é sobre a arte marcial. Se procura outros significados da mesma expressão, consulte Kung Fu (desambiguação).
Wushu (武術 ou 武术; pinyin: wǔshù) é um termo chinês que literalmente significa arte da guerra. Este é o termo correto para o que no ocidente se passou a chamar errôneamente de kung fu (ver tópico abaixo). Na China o termo Kuo Shu, que significa arte nacional, também é usado, na acepção de arte marcial.

Existem catalogados na China centenas de estilos de arte marcial, e estes classificam-se em duas escolas: Waijia ou escola externa, e Neijia ou escola interna. Na primeira se inclui a maior parte dos estilos de wushu, alguns originários do templo de Shaolin (ou outros templos, como Emeishan, Fukien, Huanshan, para citar os mais famosos). Já a segunda se tornou mais famosa a partir do templo do Monte Wudang, centro que enfatizava estilos tradicionais, alguns muito famosos no Ocidente, como o Pa Kua Chang (Baguazhang), Hsing-I Chuan (Xingyiquan) e o Tai Chi Chuan (Taijiquan); entretanto, algumas modalidades da escola interna, como o I-Chuan, o Hsing-I e o Pakua, não tiveram origem em templos.

Uma reformulação moderna com um intuito esportivo é o Wushu Olímpico (ou Wushu Moderno), que consiste na criação de Taolus (seriam os equivalentes dos Katas para o Karate) desenvolvidos com as principais técnicas dos estilos do norte e do sul da China e suas armas, exigindo principalmente a execução correta dos movimentos marciais. O termo “olímpico” se relaciona ao fato dele ser cogitado como novo esporte olímpico em futuras edições do evento. Jet Li, ator chinês, foi um grande disseminador do esporte pelo mundo e realizou a primeira demonstração do esporte dentro da Casa Branca (Estados Unidos).

Origem

Kung Fu é um sistema de luta desenvolvido na China. Seus estilos surgiram das observações dos animais e através de outras metodologias, mas, no entanto, ninguém sabe ao certo quando surgiu. Cogita-se que o primeiro estilo de Wushu chegou à China através da Mongólia, conhecido como Shuai-Jiao, uma arte marcial desenvolvida pelo imperador amarelo há mais de quatro mil anos.

A história do Kung Fu é cheia de muitas lendas e ciladas que tornam qualquer tentativa séria de transmitir uma história compreensiva e puramente factual quase impossível. A principal razão para isto é que a história de uma pessoa é a lenda de outra. Há muito poucas provas documentadas para sustentar qualquer história de Kung Fu, já que a maioria delas passa de pai para filho, oralmente, sem qualquer documentação escrita para comprovar. Sendo assim, tentarei cortar muito dos mitos e apresentar um relato claro. Se um relato for puramente lenda, será registrado como tal aqui.

Os primeiros registros fiéis de Kung Fu foram encontrados em ossos e cascos de tartarugas da Dinastia Shang (1766 - 1122 a.C.), embora acredita-se que o Kung Fu se desenvolveu muito antes disso. Machados de pedra, facas e flechas foram desenterrados do período da China em recentes escavações. Na verdade, Huang-Ti, o terceiro dos Três Imperadores de Outono (embora alguns o considerem o primeiro imperador da China) usava espadas de cobre para o combate.

Ch’uan fa, ou estilo do punho, como era chamado o Kung Fu no começo, tornou-se muito popular, quando os guerreiros de Chou da China Ocidental derrotaram o monarca da dinastia Shang em 1122 a.C. Durante o período Chou, uma espécie de luta romana chamada jiaoli foi listada como um esporte militar juntamente com arco e flecha e corrida de carruagens. O período de 770-481 a.C. foi chamado de Era da Primavera e do Outono. Durante esta época, o Kung Fu foi chamado de ch’uan yung, e a arte começou a florescer.

O período dos Estados Guerreiros (480-221 a.C.) produziu muitos estrategistas que enfatizavam a importância do Kung Fu na construção de um forte exército. Conforme mencionado por Sun-tzu (A Arte da Guerra), “Exercícios de luta romana e ataque fortalecem o físico do guerreiro”. Dos notáveis mestres de Kung Fu em luta de espadas naquele tempo, muitos eram mulheres. Uma delas, Yuenu, foi convidada pelo Imperador Goujian, para expor suas teorias sobre a arte de esgrimista. O termo oficial para o Kung Fu naquela época era chi chi wu (os mesmos caracteres que os usados para o ju jutsu japonês).

As dinastias Ch’in (221-206 a.C.) e Han (206 a.C. - 220 d.C.) presenciaram o crescimento de artes marciais como o shoubo (luta romana) e o shuai-jiao, uma contenda na qual os participantes se defrontam com chifres de boi nas cabeças. O Kung Fu passou a se chamar chi ch’iao. Várias novas armas foram incorporadas à arte, e o taoísmo(Filosofia Tao) começou a influenciar a filosofia de luta. Na dinastia Jin (265-439 d.C.) e nas dinastias do Norte e do Sul (420-581 d.C.), um famoso médico e filósofo taoísta, integrou o Kung Fu com chi kung (execícios respiratórios, também chamados qigong). Suas teorias de poder interior e exterior ainda são respeitadas até hoje.

Ge Hong baseou-se muito na pesquisa de seu antecessor Hua T’o, que, durante o período dos Três Reinos (220-265 d.C.), criou um método de movimento e respiração chamado wu chien shi. Este incluía a imitação dos movimentos do pássaro, veado, urso, macaco e tigre. Dizia-se que Hua T’o recebeu ajuda de um sacerdote taoísta chamado Chin Ch’ien. As obras de Hua T’o e Ge Hong foram um marco do desenvolvimento de exercícios de Kung Fu.

O seguinte grande desenvolvimento da história do Kung Fu também veio durante as dinastias do Norte e do Sul: a chegada de Bodhidharma.

Durante as dinastias do Norte e do Sul, o principal regime começou a atacar a área central da China, e a ordem social foi rompida. Isto criou um crescente interesse no estudo religioso. Em conseqüência, muitas figuras religiosas entraram no país. Uma, em particular, foi Bodhidharma. Bodhidharma é uma figura obscura na história do budismo. As fontes mais fiéis para nosso conhecimento são Biographies of the High Priests (Biografias dos Altos Sacerdotes) do Sacerdote Taoh-suan (654 d.C.) e The Records of the Transmission of the Lamp (Os Registros da Transmissão da Fonte de Luz Espiritual) do Sacerdote Tao-yuan (1004 d.C.).

Apesar destas fontes aparentemente autênticas, os modernos estudiosos ou têm sido relutantes em aceitar qualquer versão da existência de Bodhidharma ou afirmam que Bodhidharma é uma lenda. Muitos historiadores budistas, contudo, denominaram Bodhidharma o 28º Patriarca do Budismo, dando provas de sua existência.

Bodhidharma (também conhecido como Ta Mo, Dharuma e Daruma Taishi) foi o terceiro filho do Rei Sugandha do sul da Índia, foi um membro dos kshatriya, ou casta guerreira, e passou sua infância em Conjeeveram (também Kanchipuram ou Kancheepuram), a pequena província budista do sul de Madras. Ele recebeu seu treinamento em meditação budista do mestre Prajnatara, que foi responsável pela mudança do nome do jovem discípulo de Bodhitara para Bodhidharma.

Bodhidharma foi um excelente discípulo e logo se sobressaiu entre os colegas. Na meia-idade já era considerado um mestre budista. Quando Prajnatara morreu, Bodhidharma zarpou para a China. Duas razões existem para isso: foi um desejo de seu mestre, Prajnatara, no leito de morte; ou Bodhidharma ouviu falar dos religiosos na China e se entristeceu com o declínio da verdadeira filosofia budista lá.

Os relatos das atividades de Bodhidharma na China variam consideravelmente. O livro Biografias dos Altos Sacerdotes, de Tao-hsuan, afirma que Bodhidharma chegou à China durante a dinastia Sung (420-479 d.C.) e as dinastias do Norte e do Sul (420-581 d.C.) e mais tarde viajou para o norte para o reino de Wei. Mas a data tradicional dada para a entrada de Bodhidharma, segundo o livro Biografias dos Altos Sacerdotes de Tao-hsuan que foi preciso em colocá-lo no templo Yung-ning em Lo-yang em 520 d.C. O livro ainda afirma posteriormente que um noviço budista chamado Seng-fu juntou-se aos seguidores de Bodhidharma, foi ordenado por Bodhidharma e então viajou para o sul da China, onde morreu com a idade de 61 anos. Um simples cálculo matemático nos diz que se Seng-fu estava de fato com 61 anos em 524 d.C. e possuíra a idade mínima aceitável para ordenação (20 anos), teria estado com 20 anos em 483 d.C., colocando o monge indiano na China mais cedo do que a data tradicional.

Uma variação no tema acima, encontrada em Os Resgistros da Transmissão da Fonte de Luz Espiritual, situa Bodhidharma em Cantão em 527 d.C. Após passar algum tempo lá, ele viajou para o norte, encontrando o Imperador Wu da dinastia Liang (502-557 d.C.) em Ching-ling (agora Nanquim). Quando Wu viu Bodhidharma (diz a lenda), ele lhe perguntou: “Eu trouxe as escrituras de seu país para o meu. Construí templos de grande beleza e fiz com que todos abaixo de mim aprendessem as grandes doutrinas budistas. Que recompensas eu receberei na próxima vida por isso?”Bodhidharma replicou: “Nenhuma!” (referindo-se à crença budista de que se você fizer alguma coisa esperando recompensa, pode esperar nada).O rei ficou tão furioso que baniu Bodhidharma do palácio. Bodhidharma novamente se dirigiu para o norte.

Viajou para a província Honan atravessando o rio Yuang-tse (diz a lenda) num bambu. Estabeleceu-se no monastério Shaolin (também chamado Sil-lum) no monte Shao-shih nas mostanhas Sung. Depois de chegar ao templo Shaolin, ele meditou em frente a uma parede por nove anos. Em sua meditação, fundou o budismo ch’an. A lenda diz que além de formar o ch’an, Bodhidharma também fundou o Kung Fu. Contudo, vimos que o Kung Fu já existia com muitos nomes diferentes por toda a história da China.

É mais provável que, sendo um mosteiro, Shaolin abrigasse muitos fugitivos da justiça, fugitivos que eram também guerreiros hábeis tornavam-se monges. Contudo, acredita-se que Bodhidharma tenha fundado uma série de exercícios que ajudavam a unir a mente e o corpo - exercícios que os monges guerreiros achavam benéficos a seu treinamento. Dois famosos clássicos, Sinew Change Classic e Washing Marrow são tidos como escritos por Bodhidharma ou seus seguidores baseados em seus ensinamentos. Destes clássicos vieram empregos da luta na forma do punho de pedra e das 18 mãos de lohan. Durante esta época, as artes marciais da China separaram-se em duas formas distintas: boxe interno (nei-chia) e boxe externo (wai-chia).

O estilo Shaolin de Kung Fu começou sua segunda transição durante a dinastia Yuan (1206-1333 d.C.), quando um monge chamado Chueh Yuan (também chamado Hung Yun Szu) aperfeiçoou o sistema para reunir 72 formas ou técnicas. Mais tarde, os 72 movimentos foram estudados por Pai Yu-feng e Li Cheng da província Shansi. Além dos métodos de Chueh Yuan, eles também estudaram as 18 mãos de lohan de Bodhidharma e fundiram os métodos para inventar 170 técnicas. Estes 170 métodos formaram a base do atual estilo Shaolin, um estilo que é muito complexo em seus métodos e diversificação. Pai Yu-feng ensinou que um homem tem cinco príncipios: força, ossos, espírito, tendões e ch’i (energia interior).

Seus 170 métodos continham a essência de cinco animais. Eram eles a serpente (she), o leopardo (pao), a garça azul (hao), o dragão (lung) e o tigre (hu). O tigre ensinou o método de força dos ossos; o dragão desenvolveu grande força do espírito; a garça azul ensinou o treinamento dos tendões; o estilo do leopardo representou extrema força e a serpente instruiu na capacidade de fluir o ch’i.

O sistema Shaolin desmembrou-se em cinco estilos distintos. Isto porque havia cinco templos Shaolin em vários distritos. O sistema original veio da província de Honan. Os outros sistemas foram chamados de acordo com as províncias em que se situavam os templos: O-mei, Wu-tang, Fukien e Kwang-tung. No sul (Cantão), as cinco variedades de Kung Fu Shaolin desenvolveram-se em sistemaas familiares: Hung, Lau, Choy, Li e Mo. Cada uma dessas cinco famílias desenvolveu suas próprias artes: Hung Gar: Da família Hung. Fundado por Hung Hei Gung. Usa a força externa e exercícios de tensão dinâminca e é excelente para desenvolver músculos e posturas fortes.

Lau Gar: Da família Lau. Fundado por Lau Soam Ngan, é um excelente sistema baseado em métodos manuais de médio alcance. Choy Gar: Da família Choy. Fundado por Choy Gau Yee, este não é o sistema Choy Li Fut que é tão popular hoje. Embora tenha algumas semelhanças, a marca registrada de Choy Gar são seus métodos de ataque a longo alcance. Li Gar: Da família Li. Fundado por Li Yao San, este sistema usa ataques de médio alcance com um murro poderoso de médio alcance. Mok Gar: Da família Mok (ou Mo). Fundado por Mok Ching Giu, este sistema tem socos de curto alcance e métodos de chute muito poderosos. O mais fascinante aspecto dos 170 métodos de Pai é seu fundamento nos movimentos dos animais, a saber, o tigre, o dragão, a garça azul, o leopardo e a serpente.

A garça azul (hao) é um estilo baseado em métodos e técnicas para fortalecer os tendões. Ele enfatiza o equilíbrio, o trabalho dos pés complexo e rápido, e um único movimento do punho chamado o bico da garça, no qual todos os dedos se unem na ponta para aplicar ações de bicar. A marca registrada do estilo garça azul é sua postura de uma perna e um punho muito alongado (chang ch’uan). Além destas técnicas, a garça aul também usa um punho curto (tuan ch’uan), técnicas de armadilha com o pulso e uma variedade de chutes. O estilo do leopardo (pao) desenvolve poder, velocidade e força, especialmente na parte inferior do corpo. O método do leopardo exibe golpes penetrantes e rápidos e uma atitude mental feroz.

A serpente (she) é talvez o aspecto mais interpretado dos cinco animais (wu-chia ch’uan), já que desenvolve a misteriosa energia intrínseca chamada ch’i. O estilo em si realça a elasticidade dos tendões e ligamentos, flexibilidade, movimentos diagonais defensivos e ofensivos e ataques velozes com os dedos. A mão da serpente usa às vezes dois dedos (o do meio e o indicador) ou os quatro dedos (que é o mais usado). O ataque com os dedos são aplicados nas partes moles do corpo do adversário, com movimentos circulares que açoitam, golpeiam de leve e saltam.

O dragão (lung), um animal mítico do folclore chinês, desenvolve autoconfiança. Movimentos técnicos são aplicados com fortes torções do corpo (como a torção e sacudidela violenta do corpo e rabo do dragão). O estilo do dragão também usa uma postura baixa e potente do cavalo e desenvolve espírito forte por meio da graça e flexibilidade. Muitos sistemas completos de Kung Fu se originaram dos movimentos do dragão. A maioria se destaca por seus movimentos fluentes, técnicas de mão abundantes (umas 12 danças do punho ou kuen), chutes fortes e rápidos, uma variedade de movimentos circulares de perna e umas 28 séries de armas.

O tigre (hu) desenvolve força por meio do uso de tensão dinâmica e usa esta força para resgatar poderosas técnicas de mão de posturas muito baixas. A técnica de mão básica que distingue este estilo dos outros é a garra do tigre. O estilo do tigre geralmente investe para cima. (Existem, contudo, exceções onde o estilo do tigre investe para fora horizontalmente.) Com o príncípio dos 170 métodos de Pai, o Kung Fu começou um novo período de crescimento. Contudo, o Kung Fu não começou no templo Shaolin, como muitos acreditam. Em vez disso, o Kung Fu começou a florescer através da influência de Shaolin. Por volta desta época, o Kung Fu passou a ser categorizado como estilos (métodos) do Norte e do Sul. O rio Yuangtze é tradicionalmente a demarcação entre o Norte (mandarim) e o Sul (cantonense).

Os sistemas do Norte destacam-se por suas técnicas de perna e seus padrões muito elegantes e extremamente trabalhados. Os métodos são ligeiros e graciosos. As técnicas do Norte adotaram esta especialização (de acordo com a lenda) por causa do terreno montanhoso que desenvolvia pernas fortes. Outros acreditam que o tempo inclemente forçava as pessoas a usar roupas pesadas. Isto exigia pernas fortes, já que a parte superior do corpo era difícil de se mover com rapidez.

Os estilos do Sul, por sua vez, não usam os métodos acrobáticos do Norte, e por causa disto muitos acham que são mais fáceis de se aprender. Os estilos do Sul usam posturas baixas, técnicas de mão potentes e chutes baixos rápidos. O povo cantonense, que pronuncia Kung Fu como Gung Fu, é mais baixo e mais atarracado e prefere usar métodos de mão. A lenda diz que como o Sul da China tem mais pântanos e água, o povo sulista remava mais, o que desenvolvia seus braços para técnicas de mão. Os praticantes do Gung Fu baseiam-se na velocidade, força, agilidade e resistência para executar seus ataques e defesas.

Os dois estilos mais singulares que se originaram do Kung Fu Shaolin são a palma de ferro (t’ieh chang) e a mão de veneno (dim mak). A palma de ferro refere-se ao método de condicionar externamente a mão para torná-la dura. A idéia é ter uma arma sempre disponível que consiga atacar com a força da morte. Os praticantes da palma de ferro usam ungüento de ervas chamado dit da jow. Usando isto, as mãos não demonstram sinais da capacidade mortífera. A mão de veneno refere-se à capacidade de atingir centros nervosos para causar um ferimento antagônico. Os praticantes da mão de veneno usam mais o ch’i (energia interior) do que condicionamento físico. Quando utilizada, há poucos sinais de ferimentos externos; contudo, a energia destrutiva danífica os órgãos internos.

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Judô

Publicado por admin em 18 Set 2008 | sob: Sem Categoria, Lutas, Judo

Judô PB ou Judo PE (柔道 Juu Dou - “caminho suave”, em língua japonesa) é um desporto praticado como arte marcial, fundado por Jigoro Kano em 1882. Os seus principais objetivos são fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada, para além de desenvolver técnicas de defesa pessoal.

O Judo teve uma grande aceitação em todo o mundo, pois Kano conseguiu reunir a essência do jujutsu, arte marcial praticada pelos “bushi”, ou cavaleiros durante o período Kamakura (1185-1333), a outras artes de luta praticadas no Oriente e fundi-las numa única e básica. O Judô foi considerado desporto oficial no Japão nos finais do século XIX e a polícia nipônica introduziu-o nos seus treinos. O primeiro clube judoca na Europa foi o londrino Budokway (1918).

A vestimenta utilizada nessa modalidade é o keikogi (kimono), que no judô recebe o nome de judogi e que, com o cinturão, forma o equipamento necessário à sua prática. O judogi pode ser branco ou azul, ainda que o azul seja quase apenas utilizado para facilitar as arbitragens em campeonatos oficiais.

Com milhares de praticantes e federações espalhados pelo mundo, o judô se tornou um dos esportes mais praticados, representando um nicho de mercado fiel e bem definido. Não restringindo seus adeptos a homens com vigor físico e estendendo seus ensinamentos para mulheres, crianças e idosos, o judô teve um aumento significativo no número de praticantes.

Sua técnica utiliza basicamente a força e peso do oponente contra ele. Palavras ditas por mestre Kano para definir a luta: “arte em que se usa ao máximo a força física e espiritual”. A vitória, ainda segundo seu mestre fundador, representa um fortalecimento espiritual.

História do Judô

Em 1864, o comodoro Matthew Perry, comandante de uma expedição naval americana, conseguiu fazer com que os japoneses abrissem seus portos ao mundo com o tratado “Comércio, Paz e Amizade”. Abrindo seus portos para o ocidente, surgiu na Terra do Sol Nascente uma tremenda transformação político-social, denominada Era Meiji ou “Renascença Japonesa”, promovido pelo imperador Matsuhito Meiji (1868-1912). Anteriormente, o imperador exercia sobre o povo influência e poderes espirituais, porém com a “Renascença Japonesa” ele passou a ser o verdadeiro comandante da Terra das Cerejeiras.

Nessa dinâmica época de transformações e inovações radicais, os nipônicos ficaram ávidos por modernizar-se e adquirir a cultura ocidental. Tudo aquilo que era tradicional ficou um pouco esquecido, ou melhor, quase que totalmente renegado. Os mestres do jujutsu perderam as suas posições oficiais e viram-se forçados a procurar emprego em outros lugares. Muitos se voltaram então para a luta e exibição em feiras.

A ordem proibindo os samurai de usar espadas em 1871 assinalou um declínio em todas as artes marciais, e o jujutsu não foi uma exceção, sendo considerado como uma relíquia do passado. Como não era difícil acreditar, tempos depois surgiu uma onda contrária às inovações radicais. Havia terminado a onda chamada febre ocidental. O jujutsu foi recolocado na sua posição de arte marcial, tendo o seu valor reconhecido, principalmente pela polícia e pela marinha. Apesar de sua indiscutível eficiência para a defesa pessoal, o antigo jujutsu não podia ser considerado um esporte, muito menos ser praticado como tal. As regras não eram tratadas pedagogicamente, ou mesmo padronizadas.

Os professores ensinavam às crianças os denominados golpes mortais e os traumatizantes e perigosos golpes baixos. Sendo assim, quase sempre, os alunos menos experientes machucavam-se seriamente. Valendo-se de sua superioridade física, os maiores chegavam a espancar os menores e mais fracos. Tudo isso fazia com que o jujutsu gozasse de uma certa impopularidade, especialmente entre as pessoas mais esclarecidas. O jujutsu entrava em outra fase de decadência.

Nascimento do judô

Baseado nesses inconvenientes, Jigoro Kano, um jovem que na adolescência se sentia inferiorizado sempre que precisava desprender muita energia física para resolver um problema, resolveu modificar o tradicional jujutsu, unificando os diferentes sistemas, transformando-o em um poderoso veículo de educação física.

Pessoa de alta cultura geral, ele era um esforçado cultor de jujutsu. Procurando encontrar explicações científicas aos golpes, baseados em leis de dinâmica, ação e reação, selecionou e classificou as melhores técnicas dos vários sistemas de jujutsu,juntamente com os imigrantes japoneses dando ênfase principalmente no ataque aos pontos vitais e nas lutas de solo do estilo Tenshin-Shinyo-Ryu e nos golpes de projeção do estilo Kito-Ryu. Inseriu princípios básicos como os do equilíbrio, da gravidade e do sistema de alavancas nas execuções dos movimentos lógicos.

Estabeleceu normas a fim de tornar o aprendizado mais fácil e racional. Idealizou regras para um confronto esportivo, baseado no espírito do ippon-shobu(luta pelo ponto completo). Procurou demonstrar que o jujutsu aprimorado, além de sua utilização para defesa pessoal, poderia oferecer aos praticantes, extraordinárias oportunidades no sentido de serem superadas as próprias limitações do ser humano.

Jigoro Kano tentava dar maior expressão à lenda de origem do estilo Yoshin-Ryu (Escola do Coração de Salgueiro), que se baseava no princípio de “ceder para vencer”, utilizando a não resistência para controlar, desequilibrar e vencer o adversário com o mínimo de esforço. Em um combate, o praticante tinha como o único objetivo a vitória. No entender de Kano, isso era totalmente errado. Uma atividade física deveria servir, em primeiro lugar, para a educação global dos praticantes. Os cultores profissionais do jujutsu não aceitavam tal concepção. Para eles, o verdadeiro espírito do jujutsu era o shin-ken-shobu (vencer ou morrer, lutar até a morte).

Diz a lenda que um médico e filósofo japonês, Shirobei-Akyama, estava convencido que a origem dos males humanos seria resultado da má utilização do corpo e do espírito. Deste modo partiu para estudos de técnicas terapêuticas chinesas, estudou o princípio do taoísmo, acupuntura e algumas técnicas de wushu, luta chinesa que usava as projeções, as luxações e os golpes. Quando Shirobei retornou ao Japão passou a ensinar seus discípulos o que havia assimilado do princípio positivo da filosofia taoísta, tanto na medicina como na luta, ou seja, ao mal ele opunha o mal, à força, a força. No entanto este princípio só se aplicava a doenças menos complexas como em situações fáceis de lutas, ao enfrentar um oponente mais forte não dava resultados. Assim, seus discípulos o abandonaram, e ele, perplexo, retirou-se para um pequeno templo e por cem dias meditou. Durante este espaço, tudo foi colocado em questão, a filosofia chinesa ying e yang, a acupuntura e por fim todos os métodos de combate, na medida que “opor uma ação a outra ação não é vantajoso a não ser que a minha força seja superior à força adversa”. Certo dia, quando passeava no jardim do templo enquanto nevava, escutava os estalidos dos galhos das cerejeiras que se quebravam sob o peso da neve. Por outro lado, observou um salgueiro que com o peso da neve curvava os seus ramos até que a neve era depositada no solo e depois retornava a sua posição inicial.

Por suas idéias, Jigoro Kano era desafiado e desacatado insistentemente pelos educadores da época, mas não mediu esforços para idealizar o novo jujutsu, diferente, mais completo, mais eficaz, muito mais objetivo e racional, denominado de judô, e transformando-o num poderoso veículo de educação física. Chamando o seu novo sistema de judô, ele pretendeu elevar o termo “jutsu” (arte ou prática) para “do”, ou seja, para caminho ou via, dando a entender que não se tratava apenas de mudança de nomes, mas que o seu novo sistema repousava sobre uma fundamentação filosófica.

Em fevereiro de 1882, no templo de Eishoji de Kita Inaritcho, bairro de Shimoya em Tóquio, Jigoro Kano inaugura sua primeira escola de Judô, denominada Kodokan (Instituto do Caminho da Fraternidade), já que “Ko” significa fraternidade, irmandade; “Do” significa caminho, via; e “Kan”, instituto.

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