News Letter 20 de Julho 2008
Publicado por Suplemento em 20 Jul 2008 | sob: Sem Categoria, Perda de Peso e definição, Dicas de suplementação, News Letters Suplemento & Saúde
Olá, seja Bem-vindo a mais uma edição da News Letter Suplemento & Saúde.
Na edição de Hoje estamos colocando uma edição que fala da importância do uso de polivitamínicos na prevenção de algumas doenças. Foi retirada de uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo.
Na segunda matéria, falamos da importância dos cereais integrais na redução da barriga. Matéria retirada da revista Sa[ude é Vital.
Dieta pode ajudar portadoras da síndrome de Turner
Valéria Dias / Agência USP
A partir da avaliação de 35 portadoras da síndrome de Turner, a nutricionista Liliane Viana Pires constatou que o estado nutricional das pacientes avaliadas está comprometido quanto a quantidade dos minerais zinco e selênio no organismo. A pesquisadora também constatou que a maior parte delas se encontrava com sobrepeso e com um elevado percentual de gordura corporal, em especial as adultas.
A síndrome de Turner é uma doença genética que acomete apenas mulheres. Elas apresentam baixa estatura, não têm amadurecimento sexual espontâneo (não desenvolvem mamas, pêlos pubianos e não menstruam) e apresentam uma tendência a problemas como diabetes, resistência à insulina, doenças cardiovasculares, da tireóide e à obesidade. As participantes faziam uso de hormônio do crescimento/hGH (crianças e algumas adolescentes) e de estrógeno (as adultas e algumas adolescentes).
“Uma dieta adequada em micronutrientes pode reduzir os riscos ligados às doenças associadas à síndrome de Turner”, aponta a pesquisadora. “Por isso, sugerimos a inclusão de profissionais de nutrição na equipe multidisciplinar que faz o acompanhamento das portadoras da síndrome”, afirma. Liliane pesquisou o tema em seu mestrado, apresentado no último dia 23 de junho na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. A professora Sílvia Cozzolino, da FCF, foi a orientadora do trabalho.
A nutricionista avaliou o estado nutricional de zinco e selênio em 9 crianças (de 4 a 9 anos), 19 adolescentes (de 10 a 19 anos) e 7 adultas (acima de 19 anos) com síndrome de Turner, que passaram por uma avaliação dos minerais no sangue (plasma e células vermelhas), na urina, nas unhas e na dieta. Todas eram moradoras do estado de São Paulo.
“A análise dos minerais no plasma indica uma ingestão recente desses nutrientes na dieta; nas células vermelhas representa uma ingestão desses minerais em um prazo mais longo, de aproximadamente 120 dias; já a avaliaçao dos minerais na urina é um reflexo da ingestão recente, sinalizando um mecanismo de controle (eliminação ou retenção do mineral) do organismo; e as unhas são indicadores de longo prazo da quantidade de selênio (mais de seis meses)”, explica.
Importância para o organismo
Liliane explica que o zinco e o selênio exercem um papel fundamental na estrutura de algumas enzimas ligadas ao sistema de defesa antioxidante do organismo. Como por exemplo, a enzima superóxido dismutase, que necessecita de zinco para a sua síntese; e a glutationa peroxidase, uma enzima dependente de selênio.
“Além disso, é válido lembrar que as portadoras da síndrome de Turner avaliadas faziam uso de estrogênio e do hGH. Há vários estudos que enfocam o papel do zinco na ligação dos hormônios com os seus receptores, mostrando a importância desse mineral neste processo e na promoção do crescimento e desenvolvimento”, destaca a nutricionista.
As principais fontes de zinco são as carnes vermelhas, os frutos do mar, os tubérculos e, em menor quantidade, frutas e hortaliças. Quanto ao selênio, a principal fonte é a castanha-do-brasil, popularmente conhecida como castanha-do-pará. “Os alimentos produzidos nos estados do Norte e do Nordeste brasileiro apresentam uma concentração maior de selênio, pois os solos desses locais são mais ricos nesse mineral, em relação aos produzidos nas outras regiões do país”, esclarece a pesquisadora.
“Existe a hipótese de que a suplementação alimentar desses minerais pode melhorar a ação do hormônio do crescimento e também diminuir os riscos em relação às doenças associadas à sindrome, como as cardiovasculares e da tireóide. Porém, serão necessários mais estudos que possam confirmar essa hipótese”, pondera a pesquisadora. Como sugestão para outras pesquisas sobre o tema, Liliane sugere estudos com cada um dos minerais enfocando as doenças associadas isoladamente.
Análises
Na análise do plasma, foi observada a deficiência de zinco em 22,2% das crianças, 68,4% das adolescentes e 14,3% das adultas. Nas células vermelhas, a porcentagem de deficiência deste mineral foi de 66,7% das crianças, 57,9% das adolescentes e 28,6% das adultas. Na análise da urina, foi observado que um elevado percentual das crianças (55,6%), adolescentes (57,9%) e adultas (66,7%) estava eliminando baixas quantidades de zinco. “Esses resultados sinalizam que a avaliação do estado nutricional relativo ao zinco das participantes desse estudo se encontrava abaixo da normalidade. Isso demonstra que o organismo está tentando minimizar a perda de zinco para que a concentração desse mineral no sangue e nos outros tecidos ainda seja capaz de exercer as suas funções orgânicas”, esclarece a nutricionist a.
Em relação à avaliação do estado nutricional relativo ao selênio, foi observado que esse mineral também se encontrava em baixas concentrações: no plasma, em 77,8 % das crianças, 78,9% das adolescentes e 85,7% das adultas. Nas células vermelhas, em 55,6% das crianças, 52,6% das adolescentes e 57,1% das adultas. Na urina, em 100% das crianças e das adultas e em 94,7% das adolescentes. E nas unhas, em 100% das crianças, 93,8% das adolescentes e 66,7% das adultas.
A pesquisa teve financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
http://www.suplementoesaude.com.br
Cereais integrais reduzem a barriga
Se você quer diminuir as chances de câncer e diabete, manter o peso, varrer o excesso de colesterol, evitar inflamações pelos vasos e, de quebra, perder a famigerada barriga, a dica mais quente dos experts em nutrição é uma só
por REGINA CÉLIA PEREIRA
http://www.suplementoesaude.com.br
Aveia, milho, trigo, arroz, centeio e cevada esse é um grupo de cascas-grossas. Tachá-los assim não é nenhuma ofensa. Por serem duros na quebra, seus invólucros protegem nutrientes e outras substâncias cada vez mais valorizadas pelos estudiosos da dieta como ferramenta de prevenção. Por isso, a tendência é incluí-los em todas as refeições do dia, conta a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a Abeso. Antes, o consumo dos cereais integrais era mais associado ao café-da-manhã.
Um grupo de pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, deu mais um bom motivo para isso: comer integrais ajuda a reduzir a barriga. E a questão aqui vai além da estética. A gordura abdominal deve ser eliminada porque é o estopim de problemas fatais, como o infarto, sentencia Heather Katcher, líder do trabalho. Cientistas gregos da Universidade Harokopio já encontraram uma pista de por que os integrais encolhem a cintura. Por meio de exames, notaram que seus consumidores fiéis têm níveis mais equilibrados de adiponectina, uma substância que age nas células gordas do abdômen, fazendo-as murchar.
Muito antes de se descobrir que encher o cardápio de itens integrais ajudaria a afastar ameaças graves, como os tumores, eles já eram recomendados para acabar com a prisão de ventre, por serem imbatíveis em matéria de fibras. Elas, afinal, formam um bolo dentro do intestino, que pressiona suas paredes e contribui para suas contrações, descreve a nutricionista Samantha Macedo, da Equilibrium Consultoria em Nutrição , que fica em São Paulo. Mas, aí, é fundamental que esses cereais sejam ingeridos acompanhados de bons goles de água ou de outras bebidas. Sem líquidos, o resultado é o inverso. As fibras ficam malparadas ali dentro, atrapalhando o trânsito de vez.
RIQUEZA SOB A CASCA
Mas nem só de fibras vivem os integrais. Justamente por não terem passado por nenhum processo de refinamento, esses alimentos têm teores mais elevados de certos nutrientes em comparação com seus equivalentes clarinhos, macios e sem casca. As vitaminas do complexo B deles estão em quantidades bem maiores, nota a nutricionista Norka Beatriz Barrueto González, professora da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu. Esse grupo de nutrientes é essencial para o sistema nervoso, entre outras funções.
Há mais riquezas sob a casca dura. Cereais não refinados são ótimas fontes de minerais como o zinco, o magnésio e o fósforo trio que atua no sistema imunológico e fortalece o esqueleto. Para enriquecer a lista, temos compostos antioxidantes, que combatem moléculas causadoras de danos às células. Uma das estrelas nessa atuação é a vitamina E, que protege contra tumores e justifica, em parte, as observações recentes sobre o consumo de integrais e a prevenção do câncer.
Por fim, não podemos nos esquecer do carboidrato. Ora, todo cereal oferece um bocado desse nutriente, fonte de energia, que deveria compor até 65% da nossa dieta que nos perdoem os que temem sua fama de engordativo por essa porcentagem realista. O fato é que, nos integrais, seu poder de elevar o ponteiro da balança acaba sob controle.
Três porções diárias de cereais integrais é o mínimo recomendado segundo a pirâmide alimentar brasileira, conta a professora Silvia Cozzolino, da USP. O máximo é seis. Ultrapassar essa dose e cair no exagero pode atrapalhar o aproveitamento de nutrientes como o cálcio. Isso porque os alimentos que não sofreram refinação costumam carregar uma substância conhecida como fitato. E esse, por sua vez, compete na absorção de minerais, como o dos ossos. Excessos nunca são bem-vindos, nem mesmo quando se trata de alimentos pra lá de nutritivos.
Por outro lado, se você acredita que a meta de três a seis porções diárias proposta pelos experts é inalcançável, vamos mostrar que a tarefa não é das mais difíceis. Dá para começar logo cedo, caprichando no café-da-manhã. Aveia e cereais matinais à base de milho ou de trigo são itens que caem bem. Já o arroz e a cevada podem ser apreciados no almoço e no jantar. Enquanto pães de centeio são perfeitos para os lanches.
SABOR DE PALHA?
Agora, se a sua boca não enche de água quando o cardápio é recheado de cereais integrais, não pense que você é um caso único. Tem muita gente por aí que torce mesmo o nariz e passa longe desse tipo de alimento por acreditar que é insosso. Esse preconceito remonta à época em que o prato integral era cozido apenas em água e com uma pitada de sal, lembra a nutricionista Andréa Esquivel, especialista em gastronomia e professora da Universidade Norte do Paraná, a Unopar. Isso mudou, vamos deixar claro.
Abusar de ervas e especiarias na hora de temperar é um dos segredinhos para tornar tudo mais saboroso, ensina a nutricionista e professora de gastronomia Maria Cecília Corsi, da capital paulista. Pelas inúmeras vantagens dos integrais, vale a pena experimentar alguns truques para que eles sejam parte da sua vida
http://www.suplementoesaude.com.br
| Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 95